"Acreditar na família é construir o futuro".

Quanto mais difícil e trágica a situação em que a família se encontra, mais é preciso anunciar seus valores, e colocar à luz o “tesouro perdido” que existe na Família.

Cada vez mais a mentalidade individualista invade as famílias, gerando uma busca da própria felicidade e fazendo enxergar o outro, alguém que atrapalha seu interesse.

Há muito tempo a família não é a primeira e nem a única educadora dos filhos. Compete com ela, de maneira privilegiada a televisão e os outros meios de comunicação, nem sempre de forma positiva, mas com solicitações e insinuações contrárias aos valores familiares.

Eis então o grande desafio para a família: transformar os filhos e todos os seus membros numa realidade dinâmica, aberta à sociedade que a circunda e às suas necessidades; fazer com que todos olhem para além de si mesmos, para os outros e para suas dificuldades. Pode parecer uma meta alta demais, mas é preciso caminhar com esperança rumo a esta concretização.

Sendo a família o lugar privilegiado de valores como a comunhão, a solidariedade, a partilha, a ética, o espírito de serviço, ela é chamada a humanizar as estruturas e instituições que conduzem a sociedade e o país.

A família é e deveria ser o modelo de toda e qualquer convivência humana: por exemplo, na família é espontâneo colocar tudo em comum, o sentido da partilha e da comunhão é natural entre todos; é natural viver uns pelos outros; e estes valores vividos na sociedade podem fazer de toda a humanidade uma única e grande família.

É preciso reavivar, reforçar o fundamento da família, como célula primeira da sociedade, como construtora da história.